VOCÊ É CELÍACO?
  Conhecida desde o século XI, a doença celíaca é uma enteropatia (danificação do intestino delgado) causada pela ingestão de glúten e atinge tanto adultos quanto crianças.
  Apesar de comum (uma em cada duzentas pessoas são portadoras) a doença não afeta a todos do mesmo modo, causando seus sintomas característicos em um número restrito de portadores.
 O QUE CAUSA A DOENÇA?
  A pessoa já nasce celíaca. Está nos genes. Porém, como dito anteriormente, nem todos sofrem com seus sintomas que “vem à tona” quando o glúten é ingerido.
  COMO DESCOBRIR SE SOU CELÍACO?
  Se ao ingerir alimentos que contenham glúten, você sofre com os sintomas da doença celíaca, você pode ser celíaco.
  Para tirar a prova, é feita uma dieta isenta de glúten, assim se houver melhora no quadro clinico, é bem provável que o mal estar tenha sido causado pela ingestão do glúten.
  Para se ter certeza absoluta de portar a doença ou não, existe a biopsia da mucosa intestinal, processo em que um pedaço do intestino delgado é retirado para exames.
  QUAIS OS SINTOMAS?
  A ingestão de glúten provoca nos celíacos danos no intestino delgado. São esses danos que por sua vez causam as reações tidas como sintomas da doença, que são sentidos de formas diferentes entre adultos e crianças. Entre esses danos está a atrofia das vilosidades do intestino, que irá dificultar a absorção de nutrientes.
  Nos adultos há maior dificuldade em digerir alimentos, diarréia crônica, perda de peso, anemia, distensão abdominal e fraqueza.
  Nas crianças é comum o retardo no desenvolvimento que fica evidenciada na baixa estatura e na perda de peso. Como nos adultos, há diarréia e dores abdominais. Vômitos e desnutrição também são característicos.
  É interessante notar que a doença ocorre mais comumente em mulheres na proporção de 2 mulheres celíacas para cada homem também celíaco.
  Outro fato curioso é que os sintomas das crianças podem desaparecer na adolescência e voltar na maturidade ou até mesmo na velhice.
  TEM CURA?
  Infelizmente não. O único meio de não sofrer com a doença é ter uma dieta livre de glúten. O celíaco tem que se habituar a não ingerir certos alimentos que contêm glúten, e na hora de ir ao supermercado verificar se no produto aparece ou não a inscrição “Contém Glúten”. Aliás, todo produto alimentício, por força de lei, tem que trazer a informação se contém ou não glúten. Isso evita que um celíaco venha a ingerir produtos com glúten por não haver no rótulo a informação adequada, ao mesmo tempo em que auxilia na hora de adquirir produtos isentos de glúten. Veja a seguir o que contém e não contém glúten.
  TEM OU NÃO TEM GLÚTEM?
  O glúten está presente nos cereais como aveia, cevada, malte, centeio e trigo. Portanto qualquer alimento que contenha esses elementos, contém glúten e portanto não deve ser consumido pelos celíacos. 
  Exemplos comuns desses alimentos são os pães feitos com farinhas de trigo, a cerveja, bolos, biscoitos, e muitos outros.
  Apesar da lista dos “produtos proibidos” ser extensa, há alternativas saborosas para substituí-los. Alimentos a base de mandioca e milho são bons exemplos, mas existem vários outros como farinha de banana, batata, arroz e etc.
  O QUE É EXATAMENTE ESSE TAL DE GLÚTEM?
  O Glúten é uma proteína composta por duas substâncias: glutenina e gliadina (a mais tóxica) que juntas dão ao glúten sua consistência elástica característica.
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